19 agosto 2017

Piripiri caseiro

Há três semanas colhi os piripiris,  fiz um colar com eles, deixei-os ao sol para secarem bem. A ideia era utilizá-los para fazer azeite aromatizado picante.

Esterilizei dois frascos, num coloquei o azeite caseiro, flor de sal, alhos picados, louro, piripiri aberto ao meio e outros inteiros, noutro frasco usei aguardente bagaceira caseira, piripiri cortado ao meio e inteiros.

Agora é agitar os frascos todos os dias durante umas duas semanas 😄 estou curiosa para ver o que vai sair daqui!!! Eu aprecio mas não posso abusar do picante, fiz para o meu marido que é apreciador. Este se ficar bom é especial, 😁 foi produzido cá em casa na varanda, num vaso!







12 agosto 2017

Algarve mediterrânico


A capa do livro já me era familiar, vi este livro há dias na Fnac, não o folheei pensando ser só mais um livro de culinária.

No último Mercado fora d'horas em Silves deste ano, tive a oportunidade de participar nas "Conversas sobre Cozinha Tradicional Algarvia" - A comida e o Olhar, onde um dos oradores convidados foi Vasco Célio, fotógrafo, co-autor deste livro. 

Uma conversa informal sobre o a importância da imagem relacionada com a comida, uma imagem vale por mil palavras, conseguimos nós sentir o paladar e o cheiro ao ver uma imagem de um bom prato? Vasco Célio falou com tanto carinho sobre o "Algarve mediterrânico" e sobre o trabalho fotográfico que desenvolveu ao longo dos quatro anos da recolha de imagens, que confesso, fiquei com vontade de conhecer o livro! 

Como a minha infância e adolescência foi vivida no mundo rural, no interior algarvio, sabia que ia apreciar o livro e adquirir novos conhecimentos sobre o nosso património cultural / gastronómico algarvio, no meu caso também viajei no tempo! 

Estávamos nos anos 70/ 80 vivíamos numa quinta com 15 ha de citrinos, os meus pais eram "quinteiros" nessa quinta, a nossa alimentação era feita com os produtos da terra que o meu pai cultivava. Fruta havia muita, tínhamos fartura de tudo, gostava de apanhá-la  da árvore e comer, raramente tínhamos fruta na fruteira. 

Belos pêssegos, belas uvas, nêsperas, damascos, ameixas, figos, laranjas, etc., etc. as frutas da época como a melancia, enormes... às vezes ao final da tarde nós e os trabalhadores da quinta comíamos uma melancia e eu estava sempre de olho no castelo (o centro da melancia que não tem sementes). 

Fazíamos as matanças do porco, o pão cozido no forno de lenha, as caracoladas e as caldeiradas de enguias apanhadas no rio. A minha mãe raramente ia a um talho, comíamos frango do campo, coelho, porco, ovos. O peixe, passava um peixeiro numa motorizada, transportava o peixe numas caixas de madeira com gelo, a sardinha o carapau, a cavala, o peixe espada. Fazíamos grandes assadas e comíamos às vezes debaixo da grande nogueira ao lado do tanque da rega. Na altura não apreciava todos os pratos nem todos os sabores, havia um prato que a minha mãe me incumbia de cozinhar... eu detestava fazê-lo 😁 - Cozinha de batatas.

É um prato desta região do interior algarvio consiste em fazer um refogado com cebola, alho, azeite, tomate, acrescentar água, sal, pimenta, deixar ferver, juntar feijão verde e batatas às rodelas, quando estiver cozido, fatiar pão caseiro dispor no fundo de uma "pelengana" (tigela grande de loiça vidrada) e deitar o preparado por cima das fatias do pão. Eu fazia umas variantes, às vezes punha linguiça, salsa, cenoura, hortelã. 

O pai dizia sempre que estava óptimo 😉 adorava as minhas cozinhas de batata! Eu detestava cozinhar este prato, dizia: lá vou ter que cozinhar batatas com batatas!

Outra tarefa que me incumbiam de fazer era: ferver o leite,  ficava de plantão frente ao fogão a controlar o fervedor, às vezes distraía-me e lá vinha o leite para o lume! 😀 Limpar o fogão era a palavra de ordem!

Tenho tantas saudades desses tempos... éramos tão felizes e não sabíamos! 

10 agosto 2017

Terminei o SpliTTop

Duas semanas foi o tempo que demorei a tricotar o SpliTTop! Nas primeiras voltas surgiram dúvidas sobre como tricotar as carreiras encurtadas, estive para desistir... as instruções com onze páginas escritas em inglês assustaram-me 😀 fiquei dois ou três dias bloqueada, depois com calma fiz o que costumo fazer: peguei nas agulhas e no fio, fui lendo e seguindo o que está escrito, a designer menciona os links de alguns vídeos onde explicam algumas técnicas. 

O facto de tricotar à portuguesa complica um bocado, (já me habituei a tricotar com o alfinete de tricot), é mesmo uma questão de hábito!

O Splittop foi uma aventura, um desafio do princípio ao fim! Para já não penso repetir 😂 este modelo é preciso estar motivado para tricotá-lo! 

Adorei o resultado!!! É confortável, não ficou justo porque pareceu-me que o tamanho S ficaria apertado, não queria que marcasse o corpo optei pelo tamanho M, o fio é muito macio, os tons são exactamente como eu idealizei 😀!

Portanto tenho todos os motivos e mais alguns para estar satisfeita! Consegui tricotar o SpliTTop com design by LaMaisonRilile!!!

Seguem-se uns dias de férias das agulhas depois, bem... depois tenho uma encomenda de uma top- down 😜 quem diz que não a uma encomenda de uma amiga?

Boas férias, bons tricots!!!

nota: mais detalhes sobre o projecto aqui:










07 agosto 2017

"Tricot a metros"

Este é o estado da nação do meu SpliTTop! Este fim de semana foi muito produtivo, avancei bastante o corpo do top, fartei-me de dar às agulhas ansiosa por chegar ao canelado, tem sido um grande desafio 😀, é um modelo complexo, com uma construção cheia de pormenores. 

Estamos na fase dos acabamentos, comecei ontem o I-cord que falta para terminar o corpo, depois seguem-se as mangas e o decote, vamos ver se consigo ultrapassar os próximos dilemas!!! 😠



31 julho 2017

Notícias do SpliTTop

Antes de mais muito obrigada pelas vossas visitas, comentários e palavras de incentivo! 

Este é o projecto mais difícil que tricotei até hoje 😅 logo no inicio surgiram duvidas com as carreiras encurtadas, já tinha feito mas com outra técnica. Este modelo é muito complicado para tricotar, se for preciso desmanchar é um quebra cabeças para saber onde colocar os marcadores e localizar onde recomeçar nas instruções, enfim... teve avanços e recuos e neste momento está numa fase mais relaxada 😁, ontem desmanchei vinte carreiras para rectificar um engano, em segundos lá se foi o trabalho de um serão até às 03:00 h da manhã 😑! Quando há um engano daqueles que se pode corrigir mais vale desmanchar e voltar a tricotar!

Comecei por fazer a amostra com agulhas de 3,25 mm, o resultado aproxima-se do pretendido, para um busto com 90 cm optei pelo tamanho M. 

Algumas imagens da evolução: 

Mais detalhes deste trabalho no meu perfil do ravelry.





29 julho 2017

Cultivar em pouco espaço

Pode parecer loucura, em poucos metros quadrados tenho habitualmente cinquenta vasos com plantas em casa! 😀 A maior parte dos vasos estão num canto na varanda e os outros estão na sala, não tenho as mãos verdes, algumas plantas sofrem um bocado com água a mais ou água a menos, não uso muitos fertilizantes e afins. 

Encho garrafões com água da torneira e reservo um dia ou dois antes de regar para evaporar o cloro, dizem que é mais saudável para as plantas. Quando está mais seco, ou quando estou com pressa, rego com a mangueira, por um lado é mais prático mas por outro não é a melhor forma de regar, devido à necessidade diferente de água de cada  planta, água a  mais para algumas... é o fim!

Na Primavera apostei nas plantas aromáticas, algumas não são fáceis de cultivar , outras não se dão aqui com o calor, morreram algumas (a salva, o tomilho limão e o manjericão). 

As pragas, é preciso estar atento às pragas, elas aparecem quando menos se espera! Quase sempre invisíveis a olho nu, porque são pequenas ou estão camufladas (foi o caso das lagartas verdes que descobri na menta) comeram as folhinhas deixando só os troncos; dei um corte drástico na planta recuperou em pouco tempo 😏. 

O piripireiro é o menino dos meus olhos, comprei a planta pequena num mercado em Quarteira, cresceu, cresceu... está quase da minha altura 😊, dei conta de uma praga que apareceu antes da floração,  apliquei um fungicida para resolver o problema, tinha curiosidade em ver a planta vingar e ficar sarapintada de vermelho! Não é que consegui? Está ainda no vaso que a plantei inicialmente, um vaso pequeno para o tamanho da planta, tem que estar amarrada ao loureiro para não tombar com o vento! 😀 Está carregada de piripiri. 

Hoje foi dia de cultivar em pouco espaço, uma trabalheira daquelas! Mas sabe tão bem ter a natureza dentro de casa!